Quase da Família
- Rosa Azevedo
- 12 de mar.
- 1 min de leitura
Primeiro vem a Cassandra, uma estrutura artística incrível, fundada em 2020 com o “nome da mulher que Apolo amaldiçoou por ter recusado a sua sedução, tornando-a capaz de prever o futuro sem que ninguém acredite nela.“ A Cassandra constrói, com Sara Barros Leitão, o espectáculo “Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa” título roubado a um texto das “Novas Cartas Portuguesas”.
Depois a ela associa-se o site de jornalismo independente de investigação Fumaça e criam a incrível série teatral-radiofónica “Quase da Família”, em quatro episódios, uma experiência comovente e reveladora que junta a peça da Sara a entrevistas feitas a empregadas domésticas, sociólogos e outras figuras importantes na definição e entendimento do que foi o trabalho doméstico ao longo do séc XX. Depois disto o Fumaça tem divulgado entrevistas longas a algumas pessoas que entrevistaram para fazer a série, como Lieve Meersschaert ou Conceição Ramos.
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A Cassandra, além dos espectáculos em digressão tem também uma livraria de porta aberta, no Porto.
Aqui os sites e perfis, as series estão também nas plataformas de podcasts.

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